Mercado de Peixe

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Conhecido por aproximar a cultura caipira do pop, o Mercado de Peixe se apresenta em Bauru, no festival Quilombo Groove 3. No show, as referências interioranas se fundem à música de tuaregs, ciganos e na herança latina e indígena, evocada no Caminho do Peabiru.

Em seu trabalho mais recente, a banda que foi uma das pioneiras em folclore digital e segue experimentando as fusões envolvendo a cultura popular, adiciona africanismos e latinidades ao seu caldeirão de referências.

Da música do deserto ao ijexá, o álbum “Água da Faca” traz o Mercado de Peixe conectado com o underground mundial, o que reverberou em rádios e podcasts de diversas partes do mundo. Levou também a banda, formada no fim dos anos 90, em Bauru (SP), a projetar sua música para novos públicos e a reencontrar pessoas que participaram com a banda do processo de construção de uma cultura pop no interior de São Paulo.

A banda propõe sonoridades que remetem a narrativas contemporâneas – como o kwaito, a house music da África do Sul, e a cúmbia psicodélica sul-americana. Essa última, cumpre importante papel conceitual, funcionando como conexão musical com os caminhos do Peabiru, lendárias rotas que ligavam vários lugares até o Peru e a cidade perdida de Machu Picchu.

O disco também evoca uma mitologia própria, envolvendo a vivência da banda no isolamento rural, em Piratininga (SP), onde o disco foi gestado de forma surpreendentemente rápida. Todas as bases musicais foram levantadas em menos de 15 dias, antes de seguirem para gravação em estúdios, onde a banda também criou, experimentou e desenvolveu parcerias.

Com arranjos e direção musical de Fernando TRZ, Água da Faca traz também o lado jazzístico e de brasilidades que o tecladista desenvolve no trio que leva seu nome e no grupo Lavoura, projeto do qual também fazem parte o baterista Paulo Pires e o baixista Fabiano Alcântara.

Tocando guitarra e viola, Ricardo Polettini mostra versatilidade ao trafegar entre o popular e a vanguarda. O mesmo se pode dizer do vocalista Juninho Madureira e da percussão experimental de Emerson G. Vanderlei.

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