Decifra-me ou te Devoro

Decifra-me ou te Devoro

Decifra-me ou te Devoro

Decifra-me ou te Devoro  – 2017

Madeira mdf, pvc, espelho, papel paraná.

 

O trabalho artístico tem como objetivo levar o público a fazer reflexões sobre o processo de formação da identidade. As características da obra é mostrar algo incompleto, e motivar o público a montar a imagem que possivelmente pode ser gerada ou não. Estimulando assim o imaginário do espectador. A ideia da obra tem como livro propulsor “Identidade” (2004) de Zygmaund Bauman, que faz um recorte a respeito da formação da identidade no século XXI. No texto o sociólogo polonês compara a formação da identidade a um quebra-cabeça incompleto, já que segundo ele não poderíamos nunca comparar a identidade contemporânea com um quebra-cabeça pronto ou comprado em uma loja, pois, este já apresenta um objetivo que é a imagem final colocada na caixa do produto. Para ele a identidade humana não tem objetivo e também não segue uma proposito final. Bauman fala que a identidade está em constante formação e modificação por isto nos tornamos indivíduos ansiosos:

 

“O anseio por identidade vem do desejo de segurança, ele próprio um sentimento ambíguo. Embora possa parecer estimulante no curto prazo, cheio de promessas e premonições vagas de uma experiência ainda não vivenciada, flutuar sem apoio num espaço pouco definido, num lugar teimosamente, perturbadoramente “nem um nem outro”, torna-se em longo prazo uma condição enervante e produtora de ansiedade”. (VECCHI, 2004, p.54-55).

 

A execução será constituída através da provocação: “Decifra-me ou te Devoro”, proposição pronunciada pela figura mitológica grega, Esfinge. O monstro mitológico fazia esta pergunta a todos os cidadãos de Tebas, para que estes resolvessem a charada proposta por ela. Dentro desta mesma motivação, a frase posta junta ao espelho próxima ao quebra-cabeça incompleto tem o intuito de provocar o público, para que este tente descobrir ou não, a possível imagem gerada pelo quebra cabeça. O espelho mostrará também a imagem da própria pessoa refletida na obra, demonstrado que o público é a obra e faz parte da mesma. Como a imagem refletirá várias pessoas, nunca estará completa como também nunca poderá formar apenas uma única imagem, por isto será construída pelo público e estará em constante processo de construção, não apenas pelo quebra-cabeça incompleto, mas também pelas figuras apresentadas ao fundo dele.


Thais de Caroline – Itapetininga/SP 1992

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